Bàbálórísá Jomar d’Ògún


Sou Bàbálórísá Jomar, pai de santo do Candomblé da Nação Ketu (Alaketu). Sou filho de santo de Yá Paula de Omulu, bisneto de santo da saudosa Mãe Olga do Alaketu; fui no entanto e por motivos que agora não vem ao caso, adoptado como filho, por pai Ari de Ajagunã (Bàbálórísá Aristides de Oliveira Mascarenhas), presidente actualmente, da Fenacab (Federação Nacional do Culto Afro Brasileiro) – Brasil. Sou o Agabá (dirigente) do terreiro “Ilé Asè Omín Ògún”, que se situa na Sobreda da Caparica , em Almada; Sou o Coordenador Internacional da Fenacab para Portugal e restante Europa; Sou O BALOGUN do Candomblé da nação Ketu, título unipessoal, que cessará após a morte de quem tiver este título; Tenho o cargo / título de MAWO, no ilé asè opo Ajagunã – Baía / Brasil.

Todos nós e em qualquer vertente espiritual, um dia começamos por algo, a partir de um determinado ponto o nosso caminho . Eu penso, que comecei desde o momento da minha concepção, pois sou o primeiro de onze filhos que os meus pais biológicos tiveram e criaram com amor, trabalho, abenegação e um amor a Deus, que só o próprio Deus poderá quantificar. Nasci no norte de Portugal, numa linda vila, chamada Armamar. No que toca à minha vida espiritual desde infância, como quase todas as pessoas da época, fui educado numa família profundamente cristã católica apostólica romana, diria eu : “dos sete costados!” isto para realçar o sentido religioso que prevaleceu sempre na minha família biológica. Por este motivo, desde muito cedo senti uma atração muito especial pelo franciscanismo; talvez pela mensagem que esta corrente dentro da própria igreja católica trazia! Tudo neles me fascinava. A par e passo desta realidade, foram acontecendo situações menos compreensíveis “a olho nu”, no que respeita ao que eu “via” , “sentia” e os outros não. Nestas minhas “visões”, tinha na altura, apenas “a mais ou menos” compreensão, da minha mãe biológica.

Vim para Lisboa e aos 14 anos, “entro”, participo de uma congregação religiosa também ela leiga, que mais tarde me levaria a ingressar mais sériamente, ao ponto de ir para Itália e continuar lá uma experiência de vida, dentro desta organização religiosa. Este facto, penso eu, deu-me uma visão ecuménica e aberta, de que todos somos irmãos uns dos outros e filhos de um mesmo Pai, chamemos-lhe nós o que lhe chamarmos! Neste periodo que vai da minha meninice até aos meus vinte e três anos, iam acontecendo situações que alguns chamariam de “paranormais”. Eu hoje chamo-lhe : “de coisas de santo..” Porque numa certa altura da minha vida espiritual em que eu devia de seguida fazer os “votos definitivos” nessa mesma organização religiosa, tive algumas dúvidas e passando adiante, vim para Portugal, esperando que as coisas se clareassem no meu interior. Fiz uma vida perfeitamente normal; trabalhei lecionando. Um dia, saindo com os meus colegas professores para nos distraírmos, fui a um bar aonde num determinado momento, um senhor se abeirou de mim, dizendo que gostava de falar comigo. Fiquei surpreendido, porque não conhecia tal pessoa. Disse-me que já me tinha visto uma vez e ele como “pai de santo”, achava que eu era também “feito para o santo”. Não entendi nada daquilo; não sabia o que era “ser pai de santo” e muito menos eu “ser feito para o santo”.

Foi aí que começou o meu caminho nos cultos Afro! Corria o ano de 1985.

Clique no link abaixo para consultar o Curriculum Religioso de Bábálòrísá Jomar d’Ògún:

Curriculum religioso Pai Jomar



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