Candomblé em Portugal: Previsões para 2013 por Pai Jomar d’ Ògún


Como já é habitual, Babalorisá Jomar d’Ogun, presenteia-nos com as previsões para o ano vindouro. Assim nesta edição, temos as previsões para o ano de 2013.

Pai Jomar, como Babalorisá da Nação Ketu, Bisneto de Santo de Mãe Olga de Alaketu, é um dos Babalorisás mais respeitados no panorama do Candomblé no nosso país, atravessando fronteiras. Tal respeito valeu-lhe, o título de Primeiro Coordenador Internacional da FENACAB (Federação Nacional do Culto Afro-Brasileiro) em Portugal e a vice-presidência da FENACAB Brasil. Indigitado pelo Presidente da mesma Federação, Pai Ari de Ajagunã (Aristides Mascarenhas), que adoptou Pai Jomar como seu filho de Santo. Babalorisá Jomar é ainda Balogun do Candomblé da Nação Ketu, título dado pelo Arô de Òsòósí, no Ilé Asè Opô Ajagunã, Bahia – Brasil.

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Segundo o Jogo de Búzios – Merindilogun (e não só) o ano de 2013, apresenta-se de um modo geral, um dos mais difíceis que teremos de atravessar tanto em Portugal como em grande parte de outros países europeus, não descartando infelizmente, ainda outros e noutros continentes.

Dizer que isto tudo que se nos apresenta é culpa de Olorum (Deus) ou dos Orixas, ou mesmo de algo superior ao ser humano, seria tão descabido ou até mesmo obsceno, quanto pensar-se que o ser humano em todas as suas vertentes, nada teria a ver com toda esta situação.

No caso português, estamos e vamos colher frutos provenientes de algumas “sementeiras” que alguns fizeram e que outros (quase todos) são obrigados a “colher e comer”. Refiro-me tanto à falta de emprego, como à insegurança social a todos os níveis. Para esta situação, para além da proteção e força dos Orixas e de um modo especial dos Orixas regentes do ano 2013, teremos que necessariamente, imperiosamente e de uma forma construtiva, “meter mãos à obra” no sentido de combater as injustiças, o laxismo e a incompetência, venham eles de onde vierem; tanto de quem emprega como de quem é empregado; de quem governa como de quem é governado; do cidadão como individuo como a célula familiar ou grupos comunitários.

Não podemos ser pessoas de avanços e recuos vividos no mesmo instante e momento, como será apanágio de todos os comportamentos e das energias que enfrentaremos. Está nas nossas mãos conduzir e aproveitar as oportunidades energéticas dos nossos Orixas… não podemos estar sempre à espera que o divino venha até nós, colmatar tudo o que a incompetência humana teima em não querer alterar. Temos de parar de auto comiserarmo-nos, de dizer mal de nós próprios e nos propormos sempre como vitimas! São-nos dadas as rédeas e devemos com a nossa postura, com a nossa força de trabalho, com nossa capacidade inventiva, com a nossa verdadeira vontade de vencer os obstáculos, toma-las nas nossas mãos e fazer as melhores opções de vida que queremos ter. Isto, para que todos os esforços valham a pena! Têm de valer a pena! Chama-se a atenção para no caso português o segundo semestre, mais propriamente no terceiro trimestre, a calma e a ponderação que se precisa de ter para levar a bom porto todos os objectivos propostos.

Somos gente de desafios. Sabemos que é bem mais fácil gritar para demonstrar certas dores… e bem mais difícil, serrar dentes e punhos para fazer da “desgraça”, graça!

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É isto que nos espera 2013 como portugueses e europeus. É isto que nos espera noutros continentes, outras localidades do globo como seja o médio oriente e oriente; tanto com o flagelo das guerras consequência da falta de respeito pelos povos e deles entre si; ainda de algumas calamidades naturais que poderão por “à prova” mais uma vez a capacidade inventiva e não menos importante da fé e sua consequência em todo o ser humano. Em relação aos países de economias emergentes, convém que neste momento tomem medidas para que não venham a ter futuramente, as mesmas consequências humanas, económicas e financeiras tal e qual se encontram alguns países europeus, fruto da incompetência por um lado e da ganância e facilitismo humano por outro.

É esta bênção, que nos fará capazes de refazer novas, todas “coisas” .Que o Orixa do ano 2013, a grande mãe Obá, mãe de todos os incompreendidos de todos aqueles que querem vencer todas a vicissitudes tanto a nível pessoal como colectivo; tanto a nível civil como religioso, coadjuvada pelo grande Orixa Obaluayé, nos abençoe e nos dê a força necessária para de batalha em batalha, podermos ganhar a guerra contra a miséria, a ganância, o “desamor”, a incompetência e a fome! A dor pode ser grande, o desanimo pode teimar em corroer-nos… mas nós, vamos vencer!

Obá Sin, Obá Siré mãe Obá!

Atoto pai Obaluayé!

~ por Candomblé em Portugal - Ilé Asé Omim Ogún em Dezembro 27, 2012.

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