Alguns Costumes Yorubá

•Maio 23, 2016 • Deixe um Comentário

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O Hábito de abrir cicatrizes no rosto.

Antiga prática muito difundida entre os Yorubá, hoje em dia já não é tão comum, pois com o desenvolvimento cultural e tecnológico perdeu a finalidade, e tende a desaparecer por completo.
A origem deste costume foi na Nigéria Ocidental (povo Yorubá), devido à grande quantidade de guerras que havia na região. Os fulani estavam sempre em guerra com os Yorubá, e as próprias cidades guerreavam entre si. No meio de uma batalha uma pessoa poderia matar alguém do seu próprio grupo. Já com as marcas no rosto a identificação tornou-se bem mais fácil, e só eram mortos ou aprisionados como escravos aqueles com marcas diferentes, ou os que não tinham marca alguma.
Outro motivo para as marcas era que os escravos, quando não tinham marcas, levavam no rosto a marca do seu dono.
Os grupos familiares também costumavam marcar o rosto para facilitar a identificação de pessoas da mesma família, ao se encontrarem fora da cidade.
Finalmente, algumas pessoas se achavam mais bonitas com cicatrizes no rosto, para “estar na moda”.
Atualmente os ijebú e os ijesá deixaram de colocar no rosto dos recém-nascidos. Em Ondo são feitas marcas somente no rosto do primogénito, enquanto em Oyo existem famílias que fazem as cicatrizes até hoje.
Tudo indica que as “curas” feitas nos filhos de santo foram originadas nesse costume, pois servem também como identificação das pessoas de Candomblé.

Beleza do corpo

Antigamente as mulheres iorubá gostavam de embelezar o corpo com tintas e cortes.
Para fazer desenhos no rosto e partes visíveis do corpo era usada a seiva de uma árvore chamada bùje. O nome dessa pintura é ínábùje, e demora muito a sair da pele.
Outros produtos vegetais bastante usados eram o òsùn (tinta vermelha extraída de uma planta) e o lààlì (planta que também dá coloração vermelha, tipo henna). O òsùn era usado nas festas de casamento, nascimento e posse do rei. Nessas ocasiões encontravam-se mulheres pintadas com òsùn dos pés à cabeça, pois achavam que isso as tornava mais bonitas.
Ao dar à luz as mulheres costumavam embelezar seu corpo e o da criança com òsùn. Uma esposa nova na casa também costumava pintar os pés com òsùn à noite, ao deitar, para ficar bonita.

O uso de lààlì é um costume haussá, trazido para a região dos iorubá pelos muçulmanos. A folha era misturada com kanun. As mulheres pintavam os pés e as unhas das mãos e pés, deixando descansar por algumas horas. Depois lavavam o local, e ele ficava cor-de-rosa.
Uma das coisas de que os Yorubá mais gostavam eram as marcas. Muitas mulheres faziam cortes no rosto, testa, barriga, costas e até nas nádegas. No rosto usavam uma agulha, e no corpo uma lâmina, colocando no corte um líquido chamado oye dúdú, que fazia com que as cicatrizes ficassem pretas.
Atualmente esse costume está praticamente extinto. Os católicos e os muçulmanos, por exemplo, não o adotam.

Outra forma muito comum de embelezar o corpo era furar as orelhas, nariz ou lábios. Logo ao nascer um bebê do sexo feminino, a mãe furava as orelhas para colocar brincos que, em certas regiões como sul de Benue, terra dos tapa e haussá, eram pedaços de coral, sendo preciso furos bem grandes. Nos lábios e nariz eram usados anéis ou um pedaço grosso de coral.
Destes hábitos, o único que ainda permanece é o de furar as orelhas.
Aqui, mais uma vez, vemos que é uma herança Yorubá o costume de pintar os iyawo com produtos naturais (waji, òsùn, etc.) para a festa da saída do seu Orixá.

Candomblé em Portugal: Revista Povo de Santo & Asè nº30 Já nas Bancas

•Janeiro 2, 2015 • Deixe um Comentário

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Saida de Yaô Anabela d’Yemonjá

•Outubro 9, 2014 • Deixe um Comentário

Mais uma saída de Yaô no nosso Ilé Asé; uma festa com muita alegria, pois mais um dos nossos filhos foi iniciado na religião. Que Yá Òrí lhe traga todas as bençãos e protecção, assim como a todos nós. Queremos agradecer na pessoa do Agbá (Pai Jomar) Babalòrísá Jomar d’Ògún e do Babakekere, Babálorísá Paulo d’Yemonjá do Ilé Asé a todos os convidados, a Yá Antonia Ya Antonia Seferlis d’Songo e membros da sua casa. Queremos agradecer a todos os Omons do Ilé Asé pois sem eles não era possível, que Yá Orí vos abençoe a todos…ASÉ

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Àjódun Osaalá- Odú Itá Ajoiê d”Ògún e confirmação Ajoiê d’Yemonjá

•Outubro 9, 2014 • Deixe um Comentário

Mais uma festa de luz, alegria e asé no Ilé Asé Omin Ògún, reverenciando e agradecendo ao Grande Baba Osaalá, pelas bençãos concedidas nas nossas vidas. O Àjódun foi embelezado e serviu de suporte à saída de Ódú Itá da Ajoiê Aida d’Ògún (Ajoiê d’Ògún) e à saída de confirmação da Ajoiê Cila d’Barú (Ajoiê d’Yemonjá). Que a elas e a todos nós Baba Osaalá e todos os Òrísás do Panteão Africano continuem a cobrir de bênçãos. O Babalórísá Jomar d’Ògún na qualidade de Agbá do Ilé Asé , quer agradecer a todos os seus Omons pelo trabalho e carinho sempre dedicado por todos aos Òrísás.

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Saída de Yaô de Obaluayê – Gamotinho 3º Barco

•Outubro 9, 2014 • Deixe um Comentário

No passado dia 26 de Julho foi de festa no Ilé Asè Omin Ògún, com a saída de primeira obrigação do Yaô Gamotinho do terceiro Barco, Ori Obaluayê. Como Agbá, agradeço ao Babálórísá Paulo d’Yemonjá (Babakekere da Casa), ao Asògun, a todas as Ajoyês, Ogãns, Yaôs e Abians pelo auxilio prestado nesta obrigação. Ao Yaô que agora começou, que Pai Obaluayê cubra o seu caminho de bênçãos, saúde, paz e prosperidade.
Agradeço ainda aos ilustres convidados a boa energia com que estiveram neste evento, abrilhantando assim esta festa maravilhosa.

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Candomblé em Portugal: Ajodun de Ògún 2014 no Ilé Asè Omin Ògún

•Maio 9, 2014 • Deixe um Comentário

Mais uma festa em nossa Casa. Que o nosso Baba Ògún nos continue a abrir os caminhos da forma que o tem feito. Queremos agradecer na pessoa do Agbá Pai Jomar d’Ògún e do Babakekere Paulo d’Yemonjá, a todos os nossos convidados – Pai Kaidê Funfum – Baba Efum Willian de Oguian – Antonia Ya Antonia Seferlis- Egbomy Fernanda Cardoso Bittencourt d’Yemonjá – A zeladora Vanda d’Oyá da casa Cansua D’Oya Terreiro e todos os seus elementos,bem como todos os OMO Ilé Asé Omin Ògún, uma vez que sem eles esta festa não teria sido possível.

IGBÁ ÒGÚN

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Candomblé em Portugal representado pelos Bábálórísás Jomar d’Ògún e Paulo d’Yemonjá, Omo Ilé Asè Opô Ajagunã, na festa das Yabás

•Abril 9, 2014 • Deixe um Comentário

Mais uma festa linda do ciclo de festas Ajagunã, com uma homenagem ás nossas Yabás. Festa de uma energia ímpar e harmonia, festa de AYÓ AYÓ. Celebração conduzida pelo nosso Agbá Babàlòrísá Ari d’Ajagunã ( Aristides Mascarenhas Mascarenhas), nosso Pai, nosso mentor e conselheiro. Que as nossas Yabás continuem sempre a abençoar-nos e a proteger-nos.

Asé

IGBÁ YABÁS

(clique na foto para aceder ao álbum)

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